terça-feira, 17 de julho de 2012

Posição do PS / Santarém sobre a Reforma Judiciária

Censura Politica à Proposta de Reforma Judiciária do Governo para o Distrito de Santarém.

Concordamos que a Justiça em Portugal é morosa, é complexa e é cara para os cidadãos. Algo deve ser feito!

Sabemos das dificuldades que o Estado e o País atravessam e somos solidários com o esforço que todos os ribatejanos e portugueses estão a fazer, com dificuldade e abnegação.

Todavia, repudiamos veementemente as linhas estratégicas para a reforma da organização judiciária que o Governo propõe ao povo do Distrito de Santarém, sem que os nossos autarcas, legítimos representantes das nossas populações, tivessem tido a oportunidade de dizer fosse o que fosse, porque - mais uma vez - tudo foi feito no Terreiro do Paço e nas costas dos interessados, que somos todos os que habitam este território.

Esta pretendida reforma viola grosseiramente os mais elementares valores de Abril, desrespeitando o princípio da proximidade dos Serviços Públicos e da Administração ao serviço dos cidadãos!

Manifestamos a nossa total solidariedade para com os 21 Presidentes de Câmara, Executivos e demais autarcas, e para com todos os profissionais e funcionários forenses e judiciais, que de forma determinada também recusam esta mudança irracional e injustificada!

Censuramos e repudiamos totalmente a proposta de reorganização da Justiça que o Governo quer executar e que preconiza que a maioria dos Tribunais passe a ter competência apenas para pequenas causas. Isto significa, desde já, que as populações vão sofrer e pagar as consequências destas mudanças!

Na prática, esta Reforma concretiza uma concentração de serviços judiciais em dois Tribunais de dois Concelhos e um esvaziamento de todos os restantes Tribunais dos outros Concelhos.

A Federação Distrital de Santarém do PS, vem assim, manifestar-se contra a proposta nos termos em que se aplica ao nosso Distrito, uma vez que não se encontram justificações válidas para as soluções nela preconizada.

Aliás, o que decorre, é um aumento brutal dos custos da Justiça para milhares e milhares de cidadãos que, de Mação ou de Coruche a Santarém, verão as despesas a aumentar sem nenhuma vantagem e sem rede de transportes públicos adequada a essas necessidades, com mais custos e perdas de tempo.

A reorganização judiciária, tal como está prevista para o Distrito de Santarém, é efetivamente uma medida desnecessária à Justiça. Quem a vai pagar são, mais uma vez, os contribuintes, já que, em vez de serem os Senhores Juízes a virem aos diversos concelhos fazer a acostumada Justiça, seremos todos nós, que nos teremos que deslocar para localidades que distam, nalguns casos, mais de 2h de carro pelas estradas nacionais, ou pelo menos a 1h, pagando as portagens da A23 e A1!

Não concordamos e repudiamos a aplicação das linhas estratégicas para a reforma da organização judiciária, apelando ao Senhor Primeiro-Ministro para manter na íntegra as competências e os Tribunais dos Concelhos do Distrito de Santarém. Defendemos um modelo de reforma assente na ideia de que sejam os Senhores Juízes a virem aos diversos concelhos fazer Justiça, mantendo abertas e em funcionamento as Secretarias e demais Serviços Judiciais. Solicitamos a avisada intervenção dos mais diversos Órgãos de Soberania nesta matéria:

- Ao Senhor Presidente da República;

- Ao Senhor Primeiro-Ministro;

- À Senhora Ministra da Justiça;

- Ao Senhor Procurador-Geral da República;

- A todos os Grupos Parlamentares da Assembleia da República;

- Ao Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados;

- Aos Senhores Presidentes de Câmara e das Assembleias Municipais do Distrito de Santarém.

Somos por mudanças com responsabilidade e com sentido. Somos reformistas. Contudo, somos contra a implementação de políticas públicas que desrespeitem a liberdade e a igualdade das pessoas no acesso à Justiça, pois é para e por elas que estamos ao serviço da causa pública!

Santarém, 16 de Julho de 2012.

O Secretariado da Federação Distrital de Santarém do PS

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dinheiro deitado à rua

Em plena pré-campanha eleitoral autárquica de 2009, o Executivo Camarário produziu e distribuiu pela população o “Guia do Munícipe”.

Decorridos 2 anos, poucos serão os munícipes que ainda se recordam do Guia e menos os que terão retirado dele alguma utilidade.


O “Guia do Munícipe” de apelativo pouco ou nada tinha: a capa com uma imagem do A23! (pelos vistos, não havia disponível uma foto do Concelho mais apelativa); o interior com um grafismo pobre, onde pontificavam apenas mais 2 imagens (uma da fachada da Câmara e outra com o mapa do Concelho e a sua localização geográfica). Quanto aos conteúdos, parte deles pouco interesse tinham para os munícipes.


Desconhecemos os custos em que a Câmara incorreu com esta “brincadeira” do Executivo Camarário. Mas, muito ou pouco, foi dinheiro deitado à rua.

Com a agravante de, como logo na altura se percebeu, os objectivos da publicação terem sido, acima de tudo, eleitoralistas.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Iniciativas em Mação

Feira de Julho em Mação

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Não é justo

Na reunião de Câmara desta 4ª feira foi aprovado por unanimidade a atribuição de um apoio à empresa Fadarra & Formiga, Lda, instalada na Zona Industrial das Lamas, que passa pela pavimentação de parte área envolvente às instalações da empresa.

O apoio atribuído, que foi orçamentado pela Câmara de Mação em € 7.528, insere-se no âmbito do Regulamento de Apoio a Empresas e a Entidades de Interesse Público.

Apoios da mesma natureza que este já foram atribuídos a outros empresários do Concelho. Como tal não há nada a questionar sobre o mesmo, nomeadamente agora que já existe (finalmente) um regulamento que enquadra este tipo de apoio.

Mas já se questiona o facto de outras empresas / empresários do Concelho continuarem a aguardar apoio semelhante da parte da Autarquia há bastante mais tempo, sem que até agora tenham sido contemplados.

Há umas semanas atrás, quando o pedido de apoio da empresa Fadarra & Formigas, Lda veio pela 1ª vez a uma reunião de Câmara, os Vereadores do PS propuseram ao Executivo Camarário que este:

- Procedesse a um levantamento de todos os pedidos de apoio apresentados por empresas e que ainda não tivessem sido satisfeitos;

- Contactasse por escrito essas empresas no sentido de avaliar se elas ainda mantinham válido o pedido de apoio apresentado anteriormente;

- Orçamentasse de forma rigorosa todos os pedidos que se mantivessem válidos para, de seguida, proceder à sua análise e decisão conjunta.

No entender dos Vereadores do PS, esta era a forma mais equilibrada e justa de abordar um assunto que já se arrasta, pelo menos nalguns casos, há bastante tempo.

O Executivo Camarário deu sequência ao processo nos moldes propostos mas ele não parece perto de estar concluído, até porque algumas empresas ainda não terão respondido à carta que lhes foi endereçada.

Porque urge resolver este problema, na reunião de 4ª Feira os Vereadores do PS voltaram a insistir para que o Executivo Camarário dê às empresas em falta um prazo limite para a resposta, findo o qual deve avançar rapidamente com o processo de orçamentação de todos os apoios “em carteira”.

Entretanto, os Vereadores do PS decidiram votar favoravelmente a apoio à Fadarra & Formigas fora do processo conjunto com as demais empresas porque foram sensíveis ao argumento apresentado pelo Executivo Camarário, que a falta da pavimentação das áreas envolventes às instalações estava a condicionar fortemente o desenvolvimento da actividade da empresa.

Ainda assim, continuam a entender que não é justo que outras empresas, que solicitaram o apoio há bem mais tempo, continuem à espera de verem a sua pretensão satisfeita. E como tal, esperam que este processo se desenrole rapidamente.

Há quem já se sinta injustiçado e, convenhamos, há razão para tal.

Diário da República - 2ª Série - 12 de Julho de 2012

MUNICÍPIO DE MAÇÃO

Aviso n.º 9552/2012

Para os efeitos previstos na alínea b) do n.º 1 do artigo 37.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, torna-se publico que, na sequência do procedimento concursal aberto por aviso publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 241 de 19 de dezembro de 2011, foram celebrados contratos de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado com os seguintes trabalhadores:

João Guilherme de Sousa Ferreira Elias Brizida e Ricardo Filipe Oliveira Murteira, com efeitos a 2 de julho de 2012, na carreira de Assistente Operacional (Parque Desportivo — Área Nadador-Salvador), a que corresponde a posição remuneratória 01 e o nível remuneratório 1 da tabela remuneratória única.

Bruno Miguel Silva, com efeitos a 2 de julho de 2012, na carreira de Assistente Operacional (Espaços Verdes e Jardins), a que corresponde a posição remuneratória 01 e o nível remuneratório 1 da tabela remuneratória única.

Henrique Marques Alves, com efeitos a 2 de julho de 2012, na carreira de Assistente Operacional (Ambiente e Limpeza Urbana), a que corresponde a posição remuneratória 01 e o nível remuneratório 1 da tabela remuneratória única.

Jorge Filipe Maia Moleiro, com efeitos a 2 de julho de 2012, na carreira de Assistente Operacional (Infraestruturas Viárias e Arruamentos), a que corresponde a posição remuneratória 01 e o nível remuneratório 1 da tabela remuneratória única.

5 de julho de 2012
O Presidente da Câmara, José Manuel Saldanha Rocha (Dr.)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Decisões da Reunião de Câmara de 11 de Julho de 2012

Um pedido satisfeito

Quanto a Câmara de Mação removeu o outdoor “Mação – Capital do Presunto” situado junto à ZIL, sugerimos neste Blog que a estrutura não ficasse “despida” e fosse preenchida com um novo outdoor a divulgar a Praia Fluvial do Carvoeiro, atendendo a que a época balnear está no seu início.

Constatamos que a ideia foi aproveitada pelo Executivo Camarário. Não na mesma estrutura, mas na outra existente na “Rotunda da Zona Industrial” onde até há pouco tempo esteve exposto o cartaz da Feira Mostra, “nasceu” um outdoor a divulgar não só a Praia do Carvoeiro, mas também a da Ortiga, bem como o parque de merendas do Brejo e as piscinas descobertas.

Ainda bem que o Executivo Camarário “pegou” na ideia e, de alguma forma, até a ampliou. E, apraz-nos registar que foi igualmente sensível ao “nosso pedido” para que o outdoor tivesse uma leitura fácil a quem circula de carro no local.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Doutores, há muitos …!

Alguns políticos de fácil discurso
Mestres nalgumas “ciências”
Fizeram o seu curso
Só com a benesse das equivalências

Para muitos as disciplinas são trinta e seis
Para alguns apenas quatro
Dos xicos-espertos deste país
Aqui temos um bom retrato

Fazer o curso em 3 anos
É o que faz toda a gente
Mas fazê-lo num só ano
É coisa para político inteligente

Alguns políticos sem estudar são doutores
Porque para fingir lhes convém
Se fosse para o desempenho profissional
Seriam tratados como um “Zé Ninguém”

Houve alguns que muito reclamaram
Contra quem terminou o curso ao domingo
Agora vemo-los todos calados
Porque de vergonha não têm pingo

A partir de agora vamos todos ser Doutores
Não importam as idades
Vai haver passagens por favores
Na Universidade das “Novas Facilidades”

Iniciativas em Mação

Festival dos Caracóis - Pereiro

Mação em festa

Festa de São José das Matas


Mação em festa

Festa da Queixoperra

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Uma mudança de atitude que nos apraz registar

Na passada 6ª Feira a Federação de Santarém do Partido Socialista realizou uma reunião da sua Comissão Política em Mação, no recém-inaugurado Auditório do Centro Cultural Elvino Pereira.

Tratou-se de uma reunião alargada na qual participaram perto de uma centena de dirigentes e militantes socialistas, dos quais cerca de 70 vindos de vários concelhos do distrito de Santarém.

O PS/Mação regista com agrado o facto do Executivo Camarário ter mostrado total abertura para ceder o auditório para a realização da reunião, tendo inclusive disponibilizado um funcionário camarário para prestar apoio logístico.

Em 2005 uma outra solicitação do PS, relativamente ao Cine Teatro, não teve o mesmo acolhimento por parte do Executivo Camarário, facto que na altura mereceu críticas do PS/Mação.

Esta mudança de atitude do Executivo Camarário, que já se tinha feito sentir uns meses atrás, quando acolheu também favoravelmente um pedido de utilização do Cine Teatro para outra iniciativa do PS/Santarém (que acabou por não se realizar), é positiva e vem ao encontro da posição que sempre defendemos: os equipamentos municipais devem ser cedidos a quem os pretenda utilizar, incluindo as forças políticas.

Daí que , no início do corrente ano, os Vereadores do PS tenham votado favoravelmente a cedência do Cine Teatro à JSD para a realização do seu congresso distrital, o qual trouxe até Mação largas dezenas de pessoas.

É importante que o cine teatro, os auditórios e outros equipamentos municipais tenham actividade regular, seja esta de cariz político-partidário, associativo, desportivo ou outra natureza qualquer. Bom seria que estes espaços fossem utilizados com muita frequência pelas mais diversas entidades, porque isso seria sinal de uma grande vitalidade do Concelho.

Antes de um comentário final deixamos aqui expressa uma palavra de agradecimento ao funcionário Octávio Rosa pela forma dedicada e profissional com prestou apoio à reunião do PS/Santarém.


Comentário Final:

Ficamos satisfeitos com o facto de termos conseguido trazer até Mação várias dezenas ou centenas de pessoas de fora do Concelho. E congratulamo-nos quando outros também o conseguem fazer (o que tem acontecido com algumas iniciativas promovidas pela Câmara, pelo Museu ou por Associações do Concelho).

Independentemente das diferenças que nos separam (e são muitas) em relação ao Executivo Camarário no que respeita à governação do Concelho, entendemos que é importante que todos colaborem no sentido de o promover e de trazer até ele gente de fora.

Pela nossa parte, procuraremos dar o contributo possível, não obstante dispormos de uma capacidade reduzida de intervenção neste domínio.

domingo, 8 de julho de 2012

Mação dotado de um excelente equipamento

Foi inaugurado na semana passada o auditório do Centro Cultural Elvino Pereira.

Trata-se, sem dúvida, de um excelente equipamento. Moderno, funcional, com uma capacidade (perto de 200 lugares) adequada à realidade do Concelho, dotado de bons sistemas de som e de iluminação.








De menos positivo apenas o facto de estar localizado num local algo limitado em termos de estacionamento. Mas percebe-se que o Executivo Camarário tenha querido aproveitar um edifício existente e onde já funcionam outros serviços municipais.

Esperemos agora que haja capacidade para rentabilizar este novo espaço, desenvolvendo nele iniciativas diversas. Porque este tipo de equipamento só se justifica se tiver a “porta aberta” regularmente.

sábado, 7 de julho de 2012

Reunião de Câmara de 11 de Julho de 2012

Ordem de Trabalhos

1) Apreciação, discussão e votação do relatório final do CLDS de Mação;

2) Apreciação de correspondência recebida e respectivas deliberações, quando necessárias;

3) Apreciação de requerimentos e pedidos de licenciamento de obras particulares;

4) Outros assuntos.

Diário da República - 1ª Série - 06 de Julho de 2012

Declaração n.º 7/2012

Composição da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território

Para os devidos efeitos se declara que a Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território, nos termos do disposto no n.º 2 do artigo 13.º da Lei n.º 22/2012, de 30 de maio, e no artigo 2.º da Resolução da Assembleia da República n.º 80-A/2012, de 19 de junho, tem a seguinte
composição:

- Prof. Doutor Manuel Carlos Lopes Porto, designado pela Assembleia da República, que preside;

- Prof. Doutor Serafim Pedro Madeira Froufe, designado pela Assembleia da República;

- Mestre Luís Filipe Fonseca Verde de Sousa, designado pela Assembleia da República;

- Eng. Henrique Jorge Campos Cunha, designado pela Assembleia da República;

- Dr. Manuel dos Reis Duarte, designado pela Assembleia da República;

- Dr. José Rui Constantino da Silva, designado pela Direção -Geral da Administração Local;

- Eng. José Pedro Neto, designado pela Direção–Geral do Território;

- Eng. Carlos Alberto Sousa Duarte Neves, designado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte;

- Eng. Jorge Brandão, designado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro;

- Dra. Catarina Abranches Pinto, designada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo;

- Dr. Luís Manuel Rosmaninho Santos, designado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo;

- Mestre António Ramos, designado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) não indicaram representantes.

Assembleia da República, 4 de julho de 2012

O Secretário-Geral, J. Cabral Tavares


Nota Final:

A esta Unidade Técnica, criada no âmbito do processo de reorganização administrativa das freguesias que está em curso, competirá:

a) Acompanhar e apoiar a Assembleia da República no processo de reorganização administrativa territorial autárquica;

b) apresentar à Assembleia da República propostas concretas de reorganização administrativa do território das freguesias, em caso de ausência de pronúncia das Assembleias Municipais;

c) Elaborar parecer sobre a conformidade ou desconformidade das pronúncias das Assembleias Municipais e apresentá-lo à Assembleia da República;

d) Propor às Assembleias Municipais, no caso de desconformidade da respectiva pronúncia, projectos de reorganização administrativa do território das freguesias.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Iniciativas em Mação

Ovnilogia - Estação da Ortiga


Teimosia ou incapacidade para fazer melhor?

Em 14 de Dezembro do ano passado publicámos um post onde criticávamos o excessivo atraso com que o Boletim Municipal Verde Horizonte foi publicado, na medida em que abrangia os meses de Maio, Junho e Julho desse ano.

Na altura escrevemos, meio a sério, meio a brincar, e passa-se a citar, “Brevemente, entre Junho e Julho do próximo ano, o Verde Horizonte vai trazer até si os resultados do Concurso de Montras de Natal que está a decorrer. E não faltarão também reportagens sobre a Expo-Venda de Natal em Mação, a Festa de Natal das crianças dos jardins-de-infância. E, com um bocadinho de sorte, ainda ouvirá falar da Feira dos Santos.”

E não é que acertámos? O novo número do Boletim Verde Horizonte foi publicado no final do mês passado, abrangendo os meses de Agosto de 2011 a Janeiro de 2012! Talvez por contenção de custos, em versão dupla (não de folhas mas de números - 46 e 47), abrangendo 2 trimestres.

Estamos, pois, em presença de uma publicação que trás até nós notícias bem antigas, algumas quase com um ano de vida!

A Bandeira Azul (de 2011) na Praia do Carvoeiro, o falecimento do Sr. Elvino Pereira, a geminação de Mação com Buriti dos Montes, a Feira dos Santos, a entrega de diplomas no CNO (que, entretanto, já encerrou as portas), o grande prémio de atletismo “Mação – ex-Capital do Presunto” e várias iniciativas natalícias, são alguns dos temas que o Executivo Camarário nos dá a possibilidade de recordar neste novo número do Boletim Verde Horizonte. Poder-se-á dizer, um verdadeiro “compêndio de história”!


Comentário final:

Ainda esta 3ª Feira demos aqui conta e saudámos o facto, do último número da Agenda Animação, relativo aos meses de Julho / Agosto, ter sido distribuído atempadamente no final de Junho. Pela razão inversa, também agora criticamos o atraso (mais uma vez) com que o Boletim Verde Horizonte chega aos munícipes.

Um boletim municipal quer-se actual, pelo que seria desejável que a sua publicação ocorresse, por regra, no mês seguinte após o “fecho” do trimestre a que respeita.

Não sendo assim, o boletim deixa de cumprir o seu papel e apenas representa desperdício de dinheiro.

Custa a perceber a falta de cuidado que o Executivo Camarário coloca neste assunto. Será tão difícil assim publicar o boletim municipal a “tempo e horas”?







quinta-feira, 5 de julho de 2012

Afinal Cavaco Silva já não vem a Mação

Estava previsto o Presidente da República deslocar-se a Mação este Sábado, no âmbito de mais um roteiro semelhante a outros que tem vindo a realizar regularmente por várias regiões e concelhos do país.

Mas, afinal, a visita foi cancelada…

Regressam os subsídios mas…

O Tribunal Constitucional declarou hoje inconstitucional o corte do subsídio de férias e de Natal aos funcionários públicos, ainda que a medida só seja aplicada em 2013.

O 1º Ministro Passos Coelho já reagiu à decisão, e foi lesto a afirmar que outras medidas de austeridade irão ser tomadas no Orçamento para 2013 no sentido de compensar essa quebra de receita.

Por isso, preparemo-nos…Com Passos Coelho ninguém se fica a rir!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Uma ideia a equacionar

A Câmara da Sertã decidiu promover o Festival de Gastronomia do Maranho e Bucho, que realiza este fim-de-semana, através da colocação de um outdoor na berma da auto-estrada A1, na zona de Vila Franca de Xira.

A ideia parece boa. Numa via onde transitam diariamente milhares de pessoas, este outdoor vai, por certo, ajudar a divulgar o festival junto de um público alargado, ainda que, no imediato, os resultados possam não ser significativos.

Uma ideia que a Câmara de Mação deveria equacionar na próxima edição do Festival da Lampreia, caso ele venha a realizar-se.

Sabendo-se que a lampreia atrai visitantes vindos de longe, poderá ser vantajoso apostar na divulgação do festival próximo de um grande centro populacional como é a região de Lisboa.

Nem sempre é necessário inventarmos as coisas. Estar atento à realidade e copiarmos o que de bom se faz (ainda que, por vezes, com as devidas adaptações) pode ser uma boa solução.


terça-feira, 3 de julho de 2012

Mação em festa

Festa da Chaveira e Chaveirinha - Cardigos

Agenda Animação a horas

Já saiu o último número da Agenda Animação, relativo aos meses de Julho e Agosto.

Finalmente, a Agenda foi distribuída atempadamente, o que raramente tem acontecido.

Este facto levou a que, na reunião de Câmara da passada 4ª Feira, o Executivo Camarário se tenha penitenciado por esses atrasos recorrentes na distribuição da agenda.

Esperemos agora que a pontualidade da Animação seja para manter. É que já anteriormente o Executivo Camarário tinha prometido que os atrasos não voltavam a acontecer e foi o que se viu. Aguardemos pois, pela saída nos próximos números.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Insanidades

A propósito da preocupação demonstrada pelo líder do PS com o processo do metro do Porto, o líder da JSD, o nosso conhecido Duarte Marques não se conteve e afirmou, passa-se a citar, «Quando se vê o líder do Partido Socialista preocupado com a nomeação de uma administração do Metro do Porto, diz bem do nível de insanidade a que António José Seguro chegou».

Curiosamente, Duarte Marques não brindou com igual “piropo” Rui Rio, seu correlegionário de partido e presidente da Câmara do Porto, que foi quem mais duras críticas teceu ao Governo a propósito do metro do Porto. Pelos vistos, para Duarte Marques o nível de insanidade mede-se pela cor do cartão partidário.

Entretanto, soube-se hoje que Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), está a contratar enfermeiros pagando-lhe, ainda que indirectamente, menos de 4 euros por hora de trabalho.

Mas, sobre a verdadeira e gritante insanidade de um Governo que tudo tem feito para fomentar uma política de baixos salários, ao ponto de um serviço público se dignar a pagar uns míseros 4 euros por hora a enfermeiros jovens deste país (estamos a falar de gente licenciada!), a grande maioria deles jovens como o Duarte Marques, ele e a sua JSD “assobiam para o ar” e não se pronunciam.

Balanço da Feira Mostra

Decorreu mais uma edição da Feira Mostra, dentro do registo a que ela já nos vem habituando. Sem qualquer ponta de rasgo ou de inovação.

Uma estrutura igual à das edições anteriores, um cartaz musical mais pobre (no que respeita ao principal espectáculo de cada noite). E para não variar, noites muito frias, que fizeram com que muitos não esperassem pela hora de encerramento do recinto para abandonarem.

Não deu para perceber se a afluência de público foi inferior ao ano passado. Mas, se ela não foi inferior, superior também não foi.

Cada vez mais, a Feira é um evento para “consumo interno”. Não tem capacidade de atracção sobre os concelhos vizinhos e, mesmo sobre os oriundos do Concelho que residem fora, essa capacidade parece estar a diminuir.

De positivo na Feira o sector da restauração (a grande “âncora” do evento), este ano com uma oferta mais ajustada em termos do número de restaurantes (7) e o número ainda elevado e diversificado de iniciativas que decorreram durante os 3 dias da Feira (onde se destaca a apresentação pública da Carta Gastronómica de Mação e o recital de piano pela pianista Leonor Leitão-Cadete)). E, embora não tendo a ver directamente com a programação da Feira, a inauguração do novo Centro Cultural Elvino Pereira.

Continuamos a entender que a Feira necessita de levar uma grande “volta” com o objectivo de a melhorar, de lhe dar um novo élan e, sobretudo, de a tornar diferente. Mas não é esse o entendimento do Executivo Camarário que, ano após ano, vem apostando no mesmo modelo de Feira, facto que contribui para o seu empobrecimento.


P.S. 1: A “Catedral do Presunto” voltou a não merecer destaque no principal evento do Concelho. Um nado-morto…

P.S.2: É verdadeiramente inconcebível que se coloquem as associações musicais do concelho a actuar em cima de um palco se o mínimo de condições. Debaixo de um calor abrasador, como já aconteceu em anos anteriores, ou com um frio cortante, como aconteceu este ano.

O mínimo que se podia exigir é que o palco tivesse cobertura superior e lateral. Ao fundo do recinto, um palco enorme, para acolher 3 ou 4 espectáculos nos 3 dias de Feira. É caso para dizer que os músicos do Concelho são filhos de um deus menor.








domingo, 1 de julho de 2012

Diário da República - 2ª Série - 29 de Junho de 2012

MUNICÍPIO DE MAÇÃO

Regulamento n.º 240/2012

José Manuel Saldanha Rocha, Presidente da Câmara Municipal de Mação, torna público, no uso da competência que lhe confere a alínea v) do n.º 1 do artigo 68.º, conjugado com o artigo 91.º, ambos da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, que a Assembleia Municipal de Mação, aprovou, em sessão ordinária realizada no dia 29 de Fevereiro de 2012, o Regulamento Municipal de benefício ao apoio à aquisição de manuais escolares no 1.º ciclo do Ensino Básico.

20 de junho de 2012
O Presidente da Câmara, José Manuel Saldanha Rocha


Regulamento de Benefício ao Apoio à Aquisição de Manuais Escolares no 1.º Ciclo do Ensino Básico

CAPÍTULO I
Disposições gerais

Artigo 1.º - Âmbito e objetivo
O presente regulamento aplica -se à área geográfica do Concelho de Mação e visa a comparticipação financeira para efeitos de aquisição de manuais escolares.

Artigo 2.º - Beneficiários
São beneficiários os alunos que frequentem o Ensino Básico:
a) Em estabelecimentos integrados no Agrupamento de Escolas Verde Horizonte;
b) Inseridos em agregado familiar, cujos encarregados de educação sejam residentes no Município de Mação e nele recenseados.

Artigo 3.º - Modalidades de apoio
O apoio a conceder reveste a modalidade de pagamento de comparticipação financeira para apoio à aquisição de manuais escolares, desde que adotados e ou recomendados pelo Agrupamento de Escolas Verde Horizonte.

Artigo 4.º - Comparticipação financeira
1 — O apoio a conceder reveste a forma de atribuição de uma comparticipação financeira, de prestação única, a atribuir à aquisição de manuais escolares, após a data da entrada em vigor do presente regulamento.
2 — Podem requerer o apoio referido:
a) Em conjunto, ambos os progenitores, caso sejam casados ou vivam em união de facto, nos termos da lei;
b) O progenitor que, comprovadamente, tiver a guarda dos alunos.
3 — A comparticipação a atribuir à aquisição de manuais escolares será indexada ao Subsídio Familiar a Crianças e Jovens.
4 — O montante do subsídio a atribuir é de:
a) Escalão 1 — 100 %;
b) Escalão 2 — 75 %;
c) Restantes escalões — 50 %.


CAPÍTULO II
Candidaturas


Artigo 5.º - Candidatura
1 — A candidatura à atribuição do benefício previstos neste regulamento será instruída com os seguintes documentos, a entregar no Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal de Mação:
a) Formulário, disponível para o efeito, devidamente preenchido;
b) Fotocópia do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão dos requerentes;
c) Certidão da Junta de Freguesia atestando que residem há mais de dois anos no Concelho;
d) Certidão da Junta de Freguesia atestando o agregado familiar.
e) Certidão da Escola em que o aluno estiver matriculado, atestando essa matrícula;
f) Original da fatura correspondente à aquisição dos manuais escolares.
2 — As faturas mencionadas no número anterior podem respeitar a compras efetuadas nos três meses anteriores à data da apresentação da candidatura.

Artigo 6.º - Prazos de candidatura
As candidaturas à atribuição da comparticipação financeira devem ocorrer até ao final do primeiro período do ano letivo a que respeitem.

Artigo 7.º - Análise da candidatura
1 — O processo de candidatura será analisado pelos serviços competentes da Câmara Municipal de Mação.
2 — Todos os candidatos serão informados, por escrito, da atribuição ou não do apoio requerido.
3 — Caso a proposta de decisão seja de indeferimento, será promovida a necessária audiência dos interessados, nos termos previstos no Código do Procedimento Administrativo.

CAPÍTULO III
Disposições finais


Artigo 8.º - Fiscalização
1 — A Câmara Municipal pode, em qualquer altura, requerer ou diligenciar pela obtenção, por qualquer meio, de prova idónea comprovativa da veracidade das declarações apresentadas pelos requerentes ou da sua real situação familiar.
2 — A comprovada prestação de falsas declarações implica, para além do respetivo procedimento criminal, a devolução até ao dobro dos montantes efetivamente recebidos.

Artigo 9.º - Atualização dos incentivos
Os valores indicados e os apoios descritos serão atualizados por deliberação da Câmara Municipal.

Artigo 10.º - Omissões do regulamento
Os casos omissos serão resolvidos mediante deliberação da Câmara Municipal.

Artigo 11.º - Entrada em vigor
O presente regulamento entra em vigor 15 dias após a sua publicação.


Comentário Final:

Um apoio que, à partida, é meritório, foi desvirtuado pelo facto do Executivo Camarário o estender a todos os alunos, independentemente do nível dos rendimentos que os pais apresentem.

Abrangesse a proposta apenas os alunos mais carenciados e os Vereadores do PS estariam totalmente de acordo com a criação deste apoio.

Não faz sentido apoiar quem não necessita. Mas, mais uma vez, o Executivo Camarário adopta a política de “tudo para todos”, à imagem do que tem vindo a fazer com o desconto de 50% na factura da água para os munícipes com mais de 65 anos ou no apoio à recuperação de habitações degradadas.

Esta política do Executivo Camarário é profundamente injusta e imoral, além de representar um desperdício de recursos. Como é que se justifica que a Câmara apoie a aquisição de livros escolares, ou preste outro tipo de apoio, a agregados familiares que aufiram valores mensais de, por exemplo, € 2.000, € 3.000 ou mais?

Não é com medidas como esta que se defendem os mais carenciados do ponto de vista económico/financeiro. Seria preferível atribuir aos alunos mais carenciados um apoio mais amplo, que cobrisse outras despesas associadas à sua educação / formação, em vez de pagar os livros a quem não necessita de tal apoio.

Fazer acção social, apoiando os mais necessitados, é bem diferente desta política “liberal” do Executivo Camarário que acaba, ainda com ligeiras diferenças nalguns casos, por colocar todos “no mesmo saco”.

Ao terem votado contra este Regulamento, os Vereadores do PS evidenciaram a sua indisponibilidade para aprovarem apoios que, a coberto de uma pretensa acção social, mais não são do que formas de distribuição indiscriminada de recursos, procurando agradar a “gregos” e a “troianos”. E quando assim é, as motivações dos seus proponentes são, regra geral, mais de natureza politico/eleitoral do que social.