1) Quando se refere que os bombeiros que prestam serviço na Secção de Cardigos recebem uma determinada compensação financeira por dia, trata-se, efectivamente, de uma compensação por 24 horas de serviço.
2) Nunca se afirmou, nem na reunião de Câmara, nem no texto publicado, que o valor da compensação recebida pelos bombeiros era excessivo. Seria injusto dizê-lo porque, efectivamente, não o é.
3) Isso não invalida que se afirme que o encargo total que a Câmara de Mação tem de suportar com a Secção de Cardigos, cerca de € 35.000 por um período de 8 meses, é elevado. Porque, é bom não esquecer, esta é apenas parte de um “bolo” de mais de uma centena de milhar de euros que, todos os anos, a Câmara de Mação atribui aos BVM.
4) A redução de € 3 no valor da compensação diária paga aos bombeiros que prestam serviço na Secção de Cardigos foi defendida pelo Executivo Camarário, que foi quem apresentou a proposta, com a necessidade de passar a mensagem que é preciso fazer alguns cortes na despesa camarária.
Uma situação idêntica já tinha ocorrido anteriormente com os subsídios atribuídos às Associações do Concelho, que sofreram um corte na ordem dos 8%.
5) No post anterior apenas se defendeu, tal como já tinha sido feito na reunião de Câmara, que, indo ao encontro do previsto no protocolo celebrado em 2006 entre a Câmara de Mação e os BVM, as 2 entidades deverão fazer um esforço no sentido de, e passa-se a citar, “encontrar soluções alternativas que minimizem o esforço financeiro da Câmara sem, como é óbvio, colocar em risco o funcionamento da Secção de Cardigos e o bom serviço que ela presta à população da zona.”
E estas alternativas apenas poderão passar, salvo melhor opinião, pelo recrutamento e formação de bombeiros na Zona Norte do Concelho.
6) Fazer outras interpretações que não esta do que foi escrito no post anterior, seja com que intenção for, é abusivo. Ainda assim, respeitamos todas as interpretações que se façam, como demos prova ao publicar todos os comentários que nos fizeram chegar.
Comentários Finais:
1) Seria mais fácil e cómodo não assumir posições que possam gerar controvérsias ou até críticas. E mais fácil e cómodo seria ainda não as assumir publicamente. Mas essa não é a nossa forma de estar e de fazer política.
Não nos guiamos por tacticismos políticos e eleitorais e, como tal, não temos receio de nos expormos perante os nossos munícipes, para quem temos o dever, enquanto autarcas, de desempenhar a função para a qual fomos eleitos com seriedade, frontalidade e transparência. E, por isso, temos dado sempre, e continuaremos a dar, a cara pelas nossas posições.
2) Seria importante que o Executivo Camarário assumisse igualmente uma posição pública sobre este assunto que o envolve directamente, na medida em que foi ele que apresentou a proposta de redução da compensação financeira que foi aprovada por unanimidade.